Para quando me apetece escrever sobre tudo. Para quando te apetece ler sobre qualquer coisa.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Jeff Buckley e os "dói-dóis" do coração
Broken down and hungry for your love, with no way to feed it
Where are you tonight? Child you know how much I need it.
(...)
Lonely is the room, the bed is made,
the open window lets the rain in.
Burning in the corner is the only one who dreams he had you with him.
My body turns and yearns for a sleep that will never come.
(excertos da música Lover, you should've come over de Jeff Buckley)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
O que é cometer uma loucura em tempo de crise?
Fazer mais de 2000 KM para ir ver o concerto de uma banda que até nem é das minhas preferidas e já esteve em Portugal algumas vezes. É esta a resposta.
Quando eu nasci, já o Coverdale andava há 10 anos nisto. Hoje, com a voz enferrujada ainda consegue emocionar o público e dar-se de corpo e alma em palco. Louvada seja esta crise.
WHITESNAKE ao vivo no HMV Forum, em Londres, no dia 6 de Dezembro de 2011.
Quando eu nasci, já o Coverdale andava há 10 anos nisto. Hoje, com a voz enferrujada ainda consegue emocionar o público e dar-se de corpo e alma em palco. Louvada seja esta crise.
WHITESNAKE ao vivo no HMV Forum, em Londres, no dia 6 de Dezembro de 2011.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
127 Horas e 25 mil dólares
O filme é de 2010 mas eu só o vi agora. Excelente trabalho do realizador Danny Boyle e do ator James Franco. É impressionante como se consegue ver um filme de uma hora e meia, praticamente sem diálogo (ou mesmo monólogo!) sem nunca querer desviar os olhos do ecrã. O sofrimento da personagem principal, Aaron Ralston, é o sofrimento do espetador.
Para quem ainda não viu, vou armar-me em spoiler: Aaron Ralston é alpinista e quando cai num desfiladeiro o seu braço direito fica preso debaixo de um pedregulho. Ao fim de cinco dias sem comer e com apenas 350 ml de água Aaron vê-se forçado a cortar o braço com um canivete.
Dado muito importante: Aaron Ralston é uma personagem real tal como toda a história.
Dado ainda mais importante: Depois do incidente Aaron foi considerado The Man of the Year pela revista Time, em 2003 e ganha 25 mil dólares por cada palestra que dá para falar sobre o acontecimento. Há quem cortasse o braço por muito menos!
Nota: Banda sonora escolhida a dedo ( para não dizer braço).
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Snowdrops
Comprei este livro da última vez que estive em Londres (Fevereiro). Uma bonita 1ª edição autografada. Esta semana foi lançada em Portugal a edição traduzida: Quando a Neve Começa a Derreter.
Mesmo em Inglês foi tão fácil e tão rápido ler este livro que até fiquei espantada comigo mesma. Será a máfia russa assim tão simples de compreender?
Crime, traição, deslealdade, corrupção, os ingredientes de um filme de James Bond são os mesmos neste Snowdrops – em calão russo snowdrop é uma metáfora que representa os cadáveres encontrados depois da neve derreter, ao que parece, muito comuns na Rússia gélida.
O autor foi durante anos correspondente na Rússia do jornal The Economist e desfila na perfeição a cultura russa durante este seu primeiro romance. Uma cidade de contrastes, muita neve e muita podridão. Um povo escasso em valores porque estes não foram construídos quando deviam. Uma Rússia repleta de casas de strip e prostitutas, uma Moscovo capaz de enganar a inocência da Europa ocidental.
Ler Snowdrops é querer visitar a Rússia mas nunca conhecê-la.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Bon Iver - o início
Eu faço parte daquele grupo de pessoas que quando ouviu BonIver pela primeira vez pensou que o nome se pronunciava “Bon Aiver”, isto porque apenas li o nome numa Uncut ou Mojo que para aí andam e, como boa menina, tenho os meus ouvidos totalmente americanizados, assim faria todo o sentido pronunciar "Bon Aiver" e não Bon Iver. A questão é que Bon Iver é o que parece. Significa mesmo Bom Inverno, sem pretensões de maior. É isto e só isto. E é tão bom.
A música de Justin Vernon - o nome de nascença do rapaz - é como os Santini que eu não quero acabar de comer, no entanto quando acabo sou a pessoa mais feliz do mundo. A este estado chama-se prazer. É o que sinto quando acabo de ouvir Bon Iver.
Sou maluca por falsetes e por histórias tristes. Bon Iver junta as duas numa só. A primeira performance que vi dele foi também num dos primeiros Tonight Show com Jimmy Fallon. Comecei por ver como se safava o apresentador no “lugar” de Conan O’Brien e acabo a babar-me com o Justin que, na altura, tocava sozinho.
Justin Vernon compôs todo o primeiro álbum numa cabana isolada no Wisconsin. Estava dorido de amor, tinha sido abandonado pela namorada, a banda da qual fazia parte tinha-se separado e estava fisicamente doente. O que vem a seguir é previsível, o facto de resultar é acima de tudo, talento. Da cabana nasce For Emma, Forever ago, o álbum escutado por todos, porque dores todos as temos e adoramos chorar sobre ela, uma e outra vez.
Justin Vernon nunca pensou que a coisa resultasse, mas resulta, porque a mensagem é simples e global, porque a música injecta-se que nem droga pelos ouvidos acima, porque o falsete masculino saído do coração é uma das melhores coisas que Deus podia ter criado.
E agora é tempo de ouvir de rajada Bon Iver, Bon Iver, o segundo álbum da banda. Da cabana Justin mudou-se agora para um estúdio que é uma antiga clínica veterinária. Alguns dirão que quer com isto demonstrar que continua afastado do mundo mainstream e manter a aura de artista erudito que o caracterizou no primeiro album. Eu apenas espero que Justin tenha exorcizado os seus fantasmas de vez porque a música, essa, já eu sei que gosto, e para mim, é só isso que importa. Bora lá ouvir isto, então.
Novo Acordo Ortográfico
Eu gosto. É o processo natural de evolução da língua, se assim não fosse ainda estariamos a escrever em latim. De repente minissaia escreve-se assim. MINISSAIA. Soa-me bem :)
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O meu caderno vermelho
Nunca tive um blog. Nunca tive um blog porque nunca encontrei o nome certo para um blog. Eu quero escrever sobre tudo, e não quero um nome a limitar-me. Gosto pouco de limites. A escrita é libertadora para mim, porque ao escrever sinto que estou a cumprir um dever, a deixar um legado – ainda que possa ser um legado de palavras ridículo.
Chegou, enfim, aquela altura em que já tenho demasiados caderninhos escritos, demasiadas páginas soltas, post-its e afins, demasiadas palavras que precisam de ser arrumadas. E porque não, aqui? Um espaço ilimitado onde simplesmente posso escrever tudo aquilo que me apetecer. Porque me apetece escrever. E isso chega.
O caderno vermelho tem sido o meu apoio nos últimos tempos. Demasiadas ideias radiofónicas que precisam de ser escritas, demasiadas anotações a “não esquecer” e muitos prazos a cumprir. Eu odeio agendas e só a desorganização colorida do meu caderno vermelho me pode acalmar e desviar das linhas e datas que uma agenda impõe.
Adoro a cor vermelha e odeio chamá-la de encarnado. Diz-se vermelho-sangue e não encarnado-sangue. A paixão e o coração são vermelhos e não encarnados. Encarnado é o Benfica, e esse é inimitável, portanto mais uma razão para deixar o encarnado sossegadinho.
O caderno vermelho tem na capa uma réplica de um quadro do alemão Gustave Klimt, o mais famoso do pintor, Das Küss, ou em português, O Beijo. Não sei como os entendidos interpretam esta pintura (nem sei se quero saber) mas para mim significa a união que quero dar às palavras que escrevo no caderno. Porque este beijo nascido da art nouveau é inspirador e sensual, duas coisas que eu também gosto de ser quando escrevo. Talvez consiga, às vezes. Espero que sim.
Sou uma freak, é oficial.
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