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terça-feira, 18 de outubro de 2011

O meu caderno vermelho

Nunca tive um blog. Nunca tive um blog porque nunca encontrei o nome certo para um blog. Eu quero escrever sobre tudo, e não quero um nome a limitar-me. Gosto pouco de limites. A escrita é libertadora para mim, porque ao escrever sinto que estou a cumprir um dever, a deixar um legado – ainda que possa ser um legado de palavras ridículo.

Chegou, enfim, aquela altura em que já tenho demasiados caderninhos escritos, demasiadas páginas soltas, post-its e afins, demasiadas palavras que precisam de ser arrumadas. E porque não, aqui? Um espaço ilimitado onde simplesmente posso escrever tudo aquilo que me apetecer. Porque me apetece escrever. E isso chega.

O caderno vermelho tem sido o meu apoio nos últimos tempos. Demasiadas ideias radiofónicas que precisam de ser escritas, demasiadas anotações a “não esquecer” e muitos prazos a cumprir. Eu odeio agendas e só a desorganização colorida do meu caderno vermelho me pode acalmar e desviar das linhas e datas que uma agenda impõe.

Adoro a cor vermelha e odeio chamá-la de encarnado. Diz-se vermelho-sangue e não encarnado-sangue. A paixão e o coração são vermelhos e não encarnados. Encarnado é o Benfica, e esse é inimitável, portanto mais uma razão para deixar o encarnado sossegadinho.

O caderno vermelho tem na capa uma réplica de um quadro do alemão Gustave Klimt, o mais famoso do pintor, Das Küss, ou em português, O Beijo. Não sei como os entendidos interpretam esta pintura (nem sei se quero saber) mas para mim significa a união que quero dar às palavras que escrevo no caderno. Porque este beijo nascido da art nouveau é inspirador e sensual, duas coisas que eu também gosto de ser quando escrevo. Talvez consiga, às vezes. Espero que sim.

Sou uma freak, é oficial.

1 comentário:

  1. É sempre interessante conhecer alguém que ouvimos todos os dias.

    Gosto do que escreves, da maneira como o fazes e ainda o que transmites quando deixas as palavras guiarem-te.

    Acho a ideia interessante, penso que toda a gente tem um desses caderninhos ou mesmo que sejam folhas soltas toda a gente o faz e sempre que se escreve é com intenção e para alguém, é uma maneira de nunca nos sentir-mos sós.


    Vou continuar a acompanhar o teu blog :)
    Acho interessante. Os meus Parabéns.

    As maiores Felicidades,

    Tiago Dias




    Ps. Benfica blhc ;P

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