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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Brave New World - Aldous Huxley

Considerada uma das grandes obras do século XX, Brave New World (em português, Admirável Mundo Novo) não é esplêndido.  A obra retrata um mundo futuro, ano 632 A.F - After Ford, que será 2540 D.C. Ao mesmo tempo que perspetiva o futuro Aldous critica disfarçadamente o presente industrializado, consumista e standardizado que ele próprio vivia em 1930.

Comunidade, Identidade, Estabilidade é o slogan do Estado Mundial descrito no livro. Aqui toda a gente consome soma diariamente (uma espécie de antidepressivo), os bebés criam-se em laboratório, o conceito família não existe e violência é coisa que ninguém conhece. Bernard Marx, a personagem principal, não é feliz porque se sente desadaptado no mundo onde vive. No fundo, porque pensa pela própria cabeça.


Aldous perspetivou uma série de gadjets que efetivamente existem nos dias de hoje, como as portas automáticas ou os gravadores de voz, mas esperemos que a esterelização das mulheres e o fim do individualismo não se concretizem como o autor previu. É que neste Estado Mundial tudo obedece a uma lógica, toda a gente é feliz e tem aquilo que quer. No entanto, há qualquer coisa que falta no coração dos que lá vivem e a consciência desse facto é assustadora. Será a perfeição da sociedade a morte do ser humano?

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