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sábado, 10 de março de 2012

Verão - J.M.Coetzee



O biógrafo de um escritor já falecido procura aqueles que se cruzaram com ele em vida para poder escrever a sua obra. Ao longo das entrevistas que faz a estas pessoas vai conhecendo, não a história do escritor, John Coetzee, mas sim a história de quem viveu com ele. Em vez do leitor perceber de que maneira estas personagens influenciaram Coetzee, fica a saber precisamente o contrário. Assim, nesta demanda por  Ao elaborar a biografia de um escritor de sucesso, o biógrafo apercebe-se de como, afinal, Coetzee não passava de um homem vulgar, excêntrico, solitário e de pouco interesse.

Diz Júlia, uma das personagens:

" Estamos em presença de um homem que, na mais íntima das relações humanas não consegue estabelecer contacto fugazmente, intermitentemente. E contudo, como ganha ele a vida? Ganha a vida fazendo relatórios especializados sobre as experiências humanas intímas. Porque é disso que os romances tratam, não é? "

Há fragmentos do próprio Coetzee no livro. O escritor, homem demasiado vulgar e demasiado triste que vive sozinho com o pai doente.

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